O projeto de Diablo 5 não é apenas uma continuação, mas uma necessidade criativa para dar ao próprio Diablo o destaque que ele merece. Segundo Matt Zitterman, produtor executivo do jogo, a escolha de fazer um novo título em vez de expansões para Diablo 4 veio de uma análise profunda do que os jogadores querem e do que o universo da série exige.

"Quem são os jogadores do Diablo? Por que jogam? O que esperam de um jogo dessa franquia?" — perguntou Zitterman em entrevista ao GameSpot. Esse questionamento guiou o início do desenvolvimento, levando a uma visão mais ambiciosa para o próximo capítulo.

As mudanças que a equipe queria implementar, como a eliminação total de cidades seguras e a narrativa centrada na vitória de Diablo sobre a humanidade, eram tão profundas que não seriam viáveis em uma expansão. "Eram mudanças estruturais que não poderiam ser feitas dentro do modelo de expansão do Diablo 4", afirmou.

Além disso, o foco em contar a história do próprio Diablo — o Lord of Terror — com o mesmo nível de profundidade que se viu com Lilith e Mephisto, exigia um espaço próprio. "Nós queremos contar uma história digna, e talvez até superior, à que contamos antes. E fazer isso em uma expansão simplesmente não faz sentido. Precisávamos dar a ele seu próprio jogo", disse Zitterman.

Apesar de Diablo já ter aparecido em eventos e temporadas de Diablo 4, o novo título marca uma mudança de foco: agora, o vilão é o centro da narrativa, não apenas um antagonista de fundo.