Diablo 5 está em desenvolvimento há mais de três anos, mas ainda está longe de ser revelado com detalhes completos. Apesar disso, o diretor Joe Shely já deu pistas importantes sobre como a nova versão do jogo vai lidar com um dos pontos mais debatidos dos últimos títulos: o escalonamento automático de monstros.

Em Diablo 4, inimigos se adaptam ao nível do jogador, mantendo um desafio constante. Mas isso reduziu os momentos em que o personagem realmente se sente mais forte que os inimigos — algo central para a experiência de RPG clássica do jogo.

Segundo Shely, o objetivo é que o jogador sinta uma diferença real ao subir de nível ou encontrar itens poderosos. "Você preencheu a barra de experiência, ficou mais forte, deveria se sentir incrível agora. Um raio de luz sai de você, e os monstros caem. Isso é maravilhoso. Mas depois você enfrenta mais inimigos e deveria se sentir poderoso. Às vezes, o escalonamento automático atrapalha esse sentimento, que é essencial", explicou.

Com isso, a equipe de desenvolvimento está considerando uma abordagem diferente — ainda não definida — para equilibrar desafio e progresso. A ideia é que o jogador sinta o impacto imediato de suas conquistas, reforçando a sensação de poder que marcou os primeiros títulos da série.

Além disso, o jogo retornará a elementos clássicos, como dungeons geradas proceduralmente e loot com estilo de Diablo 2. A ambientação será pós-apocalíptica, com o demônio-lorde vencendo, o que torna ainda mais significativo o momento em que o jogador derrota inimigos que antes o dominavam.

Blizzard prometeu atualizações regulares sobre o desenvolvimento do jogo a partir do próximo ano, com espaço para feedback da comunidade. O retorno ao sentimento de progresso real pode ser um dos grandes diferenciais de Diablo 5 no mercado brasileiro, onde jogos com poder fantasy são muito bem recebidos.