O perfil do gamer está mudando, e com ele, as expectativas em relação aos computadores. Segundo Carlos Buarque, diretor de Marketing da Intel Brasil, hoje o consumidor não quer apenas um PC para jogar. Ele busca uma máquina que funcione bem para trabalhar, estudar e criar conteúdo — o que exige mais versatilidade e custo-benefício.
Com o avanço das tecnologias de IA, especialmente com a incorporação de unidades de processamento neural (NPUs) em cada vez mais dispositivos, a expectativa é que a inteligência artificial deixe de ser um diferencial e se torne um padrão nos PCs. Buarque acredita que, em alguns anos, todos os computadores terão IA integrada — não como um recurso promocional, mas como parte essencial do funcionamento.
Apesar de já existirem aplicações como geração de quadros por IA em jogos, o executivo acredita que o potencial ainda está longe de ser explorado. Com o processamento local de IA, é possível imaginar NPCs mais inteligentes, diálogos mais reais e experiências de jogo mais adaptativas — tudo isso sem depender de conexão com servidores externos.
Contudo, Buarque reconhece que o termo "inteligência artificial" virou um buzzword em muitos anúncios. O maior desafio agora é mostrar benefícios reais para o usuário, mesmo que muitas funcionalidades da IA aconteçam em segundo plano — como economia de bateria, otimização de tarefas e resposta mais rápida em multitarefa.
Com um consumidor mais consciente e exigente, a indústria de hardware e jogos precisa provar que a IA não é só marketing, mas uma evolução real na experiência do usuário. O futuro dos PCs, segundo Buarque, será marcado por inteligência integrada, mas o sucesso dependerá de como essa tecnologia será comunicada e entregue ao público.