Control: Resonant, o novo jogo de ação e exploração da Remedy, chega com uma abordagem ousada: não usa pintura amarela para marcar caminhos, portas ou pontos de interesse. Segundo o diretor Mikael Kasurinen, essa escolha foi deliberada, com o objetivo de manter o jogador ativo na experiência, em vez de apenas seguir instruções claras.
Em entrevista ao podcast Dropping Frames, Kasurinen explicou que acreditava que a verdadeira imersão vem da autonomia do jogador. "Se você quer tirar o máximo desse mundo, tem que participar", disse ele. A ideia é que o jogador precise observar, interpretar pistas no ambiente — como iluminação, objetos e arranjos espaciais — para descobrir o que fazer, em vez de seguir marcas óbvias.
"É muito importante que o jogador sinta que foi ele quem descobriu", afirmou Kasurinen. Ele contrastou essa abordagem com mecânicas como os "rastros de gás" em Wolverine, que guiam o jogador com exatidão. "Se parece que alguém já decidiu por você, o jogador deixa de participar", completou.
Apesar de o jogo poder parecer confuso no início — algo que o diretor reconhece como um risco —, ele acredita que essa dificuldade é essencial para criar uma experiência duradoura. "Quero que as pessoas voltem, duvidem, voltem atrás, vejam o que poderiam ter feito diferente", disse. Para ele, essa sensação de escolha e reflexão é o que torna um jogo memorável.
Control: Resonant está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC e Nintendo Switch (via Game Pass). No Brasil, o jogo tem preço sugerido de R$ 299,90 na versão física e digital.