Mark Darrah, ex-diretor e produtor de três jogos da série Dragon Age, compartilhou em vídeo no TikTok uma opinião que muitos fãs já pensavam há anos: o Fade, o mundo dos sonhos em Dragon Age: Origins, precisa ser revisado — ou até eliminado.

Em uma análise franca, Darrah diz que a seção do Fade é 'não é conteúdo bom' e considera que ela funciona como 'filler'. O trecho, parte da missão Broken Circle, envolve o herói e a equipe sendo lançados no mundo onírico, onde precisam enfrentar desafios solitários e adquirir habilidades de transformação para avançar. O processo é longo, sem saída e isolante — algo que divide a comunidade.

"É algo que pode ser reduzido ou até tirado", afirmou Darrah. Ele sugere que a experiência poderia ser dividida em partes menores ou substituída por algo mais integrado à narrativa principal.

Além disso, o ex-BioWare mencionou que incluiria uma origem Avvar em Dragon Age: Origins, um povo de caçadores de grandes animais que adora arremessar cabras. Embora tenha sido considerada, a opção foi descartada por custo — mas os Avvar aparecem com destaque no DLC Jaws of Hakkon, de Inquisition.

Dragon Age II: Um final mais coerente

Para Dragon Age II, Darrah criticou o desfecho da história. O confronto final força o jogador a escolher entre mages e templários, mas, segundo ele, "não importa o que você escolher, Meredith está certa".

Ele propõe uma mudança: se o jogador apoiar os mages, não haveria luta contra Orsino, que acaba cedendo ao mesmo poder proibido que Meredith denuncia. A ideia é evitar o sentimento de que ambas as partes são igualmente ruins.

Inquisition: Pacing e progressão

Em Dragon Age: Inquisition, Darrah aponta que a mecânica de poder é um problema de ritmo. Para avançar nas missões principais, o jogador precisa atingir um nível mínimo de força — algo que ele considera "por razões não tão boas".

"Cortar drasticamente os requisitos de poder melhoraria o ritmo do jogo", diz ele. A sugestão é tornar a progressão mais fluida e reduzir a sensação de que o jogador está preso em uma "fase de espera".

As críticas de Darrah reforçam um debate antigo entre fãs: como tornar a série mais acessível e coesa, sem perder sua essência narrativa e de mundo.