Em entrevista recente, Marcin Blacha, vice-diretor de narrativa da CD Projekt Red, revelou que The Witcher 3: Wild Hunt não é um jogo imutável — mesmo sendo considerado por muitos um dos melhores RPGs de todos os tempos.
Blacha, que foi diretor de história e escritor principal do jogo original e de suas expansões, disse que, ao jogar o título hoje, ainda encontra trechos nos quais pensa: “talvez agora eu fizesse de outra forma”.
Essa reflexão surge em meio ao anúncio da remasterização completa do jogo, que chega ainda este ano, e da nova expansão, *Songs of the Past*, prevista para 2027. A remasterização não será apenas uma atualização visual, mas uma reavaliação completa do jogo, com melhorias em jogabilidade e experiência geral.
Apesar do carinho pelo título, Blacha afirma que o jogo não está acima de críticas ou evolução. “Para mim, The Witcher 3 não é um monumento e não é intocável. É algo que ainda pode ser aprimorado”, disse. Ele destacou que, com o tempo, sua visão sobre narrativa mudou — e isso influencia como vê o próprio trabalho passado.
Entre as mudanças que consideraria, Blacha mencionou ajustar o personagem Dandelion para que fosse mais sábio e emocionalmente presente, em vez de apenas uma fonte de humor. Também pensaria em tornar as escolhas do protagonista, Geralt, mais impactantes, com consequências mais profundas no mundo.
Ele ressaltou, no entanto, que essas ideias não surgem de falhas no jogo original, mas do próprio crescimento como criador. “Pode ser que o problema não esteja no jogo, mas em mim — olhando para ele com um olhar diferente agora”, disse.
Apesar da reflexão pessoal, Blacha garantiu que a nova expansão não será um “projeto de velho resmungão”. A equipe conta com veteranos do projeto original, mas também com novos desenvolvedores, o que traz frescor e energia ao trabalho.
O remaster e a expansão estão em desenvolvimento com o objetivo de fazer o jogo sentir-se como um título lançado hoje — não apenas um retoque em um clássico de 2015.