O icônico Doom, lançado em 1993 pela id Software, foi escolhido pela Washington Post como uma das 25 obras mais influentes da cultura americana. Essa seleção faz parte das comemorações do 250º aniversário dos Estados Unidos.
A lista inclui outras obras significativas, como os Federalist Papers, Moby Dick e o hino nacional. Para a década de 1986 a 1995, Doom se destacou entre grandes concorrentes, como The Joy Luck Club e Seinfeld.
Segundo o crítico de videogames do Washington Post, Gene Park, Doom revolucionou o entretenimento digital ao introduzir um mundo 3D em primeira pessoa e permitir que os jogadores criassem seu próprio conteúdo. Ele destacou que, em dezembro de 1993, o jogo foi disponibilizado gratuitamente na internet, resultando em uma enorme demanda que sobrecarregou redes universitárias.
Park também mencionou a controvérsia em torno de Doom, que foi usado como bode expiatório após o tiroteio na escola de Columbine, enfatizando que a responsabilidade recai sobre as ações humanas, não sobre os jogos.
O impacto cultural de Doom foi reconhecido anteriormente, quando sua trilha sonora foi adicionada à lista de "playlist nacional" da Biblioteca do Congresso dos EUA. O designer John Romero, um dos criadores do jogo, expressou seu entusiasmo com essa nova homenagem.
A lista da Washington Post não pretende ser um “melhores de” e reflete momentos significativos da história americana, conforme explicado pelo crítico de cultura Philip Kennicott.