Os desenvolvedores da Capcom, que trabalham na expansão Dark Arisen de Dragon's Dogma 2, revelaram que atender às expectativas dos jogadores é um desafio, especialmente por conta das diferenças regionais. Em uma entrevista ao Famitsu, os produtores Naoto Oyama e Yoshiaki Hirabayashi, junto com o diretor Kento Kinoshita, destacaram que as solicitações dos jogadores no Japão e no Ocidente muitas vezes são opostas.

Hirabayashi mencionou que, ao categorizar e classificar os comentários dos jogadores, percebeu que as preferências dos dois grupos eram diametralmente diferentes. Um exemplo citado foi a questão das "inconvenientes" do jogo, como o sistema de viagem rápida, que é limitado e caro, e as rotinas rígidas dos NPCs que penalizam os jogadores que demoram a completar as missões. Jogadores ocidentais costumam chamar isso de "fricção" e, em geral, parecem apreciar esses elementos, enquanto os jogadores japoneses não são tão favoráveis a eles.

Apesar de existirem jogadores que gostam de ambos os estilos em cada região, Hirabayashi destacou que, em termos gerais, há uma diferença na proporção de preferências.

Os desenvolvedores entenderam que não poderiam atender a um grupo em detrimento do outro. Para encontrar esse equilíbrio, a equipe avaliou se uma determinada funcionalidade se encaixava na identidade de Dragon's Dogma. Hirabayashi afirmou que a fricção intencional não é uma parte central da identidade da sequência; o foco está na sensação de realização ao superar desafios.

A expansão Dark Arisen, que chega em 9 de outubro para PC, PS5 e Xbox Series X/S, oferece opções aos jogadores, permitindo desativar a personalização de armas e personagens. O modo difícil também estará disponível desde o lançamento da expansão. Além disso, a atualização é vista como uma reformulação de Dragon's Dogma 2, aprimorando muitos dos sistemas mais controversos do jogo.