Desde sua fundação, a Electronic Arts tem uma trajetória marcada por aquisições de estúdios de jogos com grande legado — como BioWare, Maxis e Pandemic — e, em seguida, seu fechamento. Segundo o Kotaku, o que a empresa faz com mais consistência do que lançar sucessos ou cuidar de seus funcionários é adquirir estúdios e depois encerrá-los.

Desde 1987, a EA já teria fechado 19 estúdios ou editoras, entre eles Batteries Included, Origin Systems, Bullfrog Productions e Playfish. Muitos desses nomes ainda são usados como marcas, mas os times originais foram dissolvidos ou absorvidos por outras divisões.

O anúncio do encerramento da BioWare e o cancelamento de um novo jogo da série Mass Effect gerou reações fortes entre fãs e profissionais da indústria. O texto aponta que essa prática não é um erro isolado, mas parte de um padrão estrutural: a empresa prioriza lucros e reestruturações em vez de sustentabilidade criativa.

Apesar da mudança de donos e o recente processo de privatização, o artigo questiona se a cultura de fechar estúdios será interrompida. A resposta, segundo o autor, é pessimista: a situação provavelmente piorará.