A compra da Electronic Arts (EA) pelo Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita foi oficialmente concluída, marcando um dos maiores negócios de aquisição na história do setor, avaliado em US$ 55 bilhões. Este acordo inclui uma considerável dívida, o que levanta preocupações sobre possíveis demissões e fechamento de estúdios.

De acordo com um relatório da Bloomberg, a EA busca economizar cerca de US$ 700 milhões, com parte disso vindo de cortes de pessoal. O CEO da EA, Andrew Wilson, destacou que a empresa está entrando em uma nova fase com um parceiro que compartilha sua visão e ambição.

O consórcio que adquiriu a EA inclui também a empresa de private equity de Jared Kushner, genro do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e a Silver Lake. O PIF agora detém 93,4% da EA, enquanto a Silver Lake fica com 5,5% e a Affinity Partners, de Kushner, com 1,1%.

Com a empresa se tornando privada, as ações da EA foram retiradas do mercado, o que significa que os relatórios financeiros não serão mais públicos. Isso pode trazer vantagens, como a possibilidade de focar em estratégias de longo prazo, ao invés de atender a pressões de acionistas.

No entanto, a mudança também gera incertezas. Desenvolvedores da BioWare, por exemplo, expressaram preocupações sobre cortes sob a nova administração, especialmente em relação a projetos que promovem diversidade. Protestos também ocorreram em frente à sede da EA na Califórnia em resposta à venda.

Embora a aquisição não seja a maior da história dos games — essa marca pertence à compra da Activision Blizzard pela Microsoft por US$ 75,4 bilhões —, representa um movimento significativo no mercado. Especialistas acreditam que a EA pode buscar cortar gastos e racionalizar sua força de trabalho para lidar com a dívida.

O futuro da EA, agora sob nova direção, ainda é incerto. A expectativa é que a empresa busque inovações e um crescimento sustentável, mas a história de aquisições do tipo não é favorável para as empresas adquiridas.