Embark Studios anunciou uma nova fase na luta contra cheatadores em Arc Raiders, com medidas mais rigorosas para punir quem usa trapaças no shooter de extração. Segundo o produtor executivo Aleksander Grøndal, a empresa está implementando punições sem aviso e sem segunda chance, afirmando que o problema está longe de ser resolvido, mas o esforço está aumentando.

Grøndal destacou que o estúdio leva o problema de forma extremamente séria, investindo tempo e recursos constantemente para combater o uso de cheats. Apesar de não divulgar todos os detalhes para não ajudar os trapaças a se adaptar, a equipe agora está mais transparente sobre os avanços. Os sistemas de detecção de trapaças estão ficando mais fortes mês a mês, com proteção de nível kernel do Denuvo, detecções do Anybrain e modelos internos baseados em aprendizado de máquina.

Além disso, o estúdio está testando o anti-cheat Elytra, usado em The Finals, em pequena escala, com possibilidade de integração futura em Arc Raiders. A mudança mais significativa é a nova política de bans: agora, qualquer conta flagrada usando cheats recebe banimento permanente, sem aviso. A empresa também está ampliando o uso de restrições de licença, impedindo que cópias do jogo sejam usadas em novas contas se já estiverem vinculadas a uma banida.

Outra medida é o bloqueio de contas vinculadas. Se uma cópia do jogo já foi banida, qualquer conta associada a ela também será permanentemente suspensa. Ainda, o estúdio trabalha em um sistema de banimento de hardware — caso haja evidência suficiente de que uma máquina está sendo usada para trapaça, o jogo poderá ser bloqueado para rodar nela. A meta é implementar isso até o final do ano.

Em outra frente, Embark também combateu o “queue teaming”, onde jogadores se organizam para atacar jogadores solos. Após separar esses jogadores no sistema de matchmaking, o estúdio registrou uma redução de 85% na ocorrência desse comportamento em cinco dias. Os “raids estragados” caíram de 1 em cada 50 para 1 em cada 300, sem afetar significativamente os tempos de fila.

Grøndal reconhece que o problema não será eliminado completamente. “O jogo com trapaças é uma indústria de bilhões de dólares e nunca vai desaparecer por completo”, diz. Mesmo assim, a empresa afirma que está fazendo tudo o que pode para manter o jogo justo e jogável para todos — especialmente no mercado brasileiro, onde o jogo tem crescido em popularidade.