Enquanto o setor de games enfrenta um período de grandes cortes de pessoal na América do Norte e na Europa, empresas japonesas como Nintendo, Capcom e Konami se destacam por manterem estruturas mais leves e maior estabilidade no emprego.

Amir Satvat, responsável pelo ASGC Games Industry Layoffs Tracker, afirma que o modelo japonês — com equipes menores, foco em títulos mais sustentáveis e salários executivos muito abaixo dos padrões globais — tem sido um fator-chave para a saúde do setor no país.

Enquanto executivos de empresas como EA receberam mais de US$ 30 milhões em 2023, o presidente da Nintendo, Shuntaro Furukawa, teve remuneração total de US$ 2 milhões no mesmo período.

Segundo Satvat, empresas japonesas evitaram a corrida por mega-projetos com equipes de 500 pessoas e a dependência de modelos de live-service, o que reduziu a volatilidade e os desligamentos em massa.

Apesar da crise afetar fortemente desenvolvedores da América do Norte e da Europa — onde 96% dos cortes de 2026 ocorreram — o mercado japonês se mantém resiliente, com taxas de retenção de funcionários acima de 97%.

O cenário mostra que o futuro da indústria pode não depender apenas de escala, mas de sustentabilidade e equilíbrio nos modelos de produção.