Um engenheiro da OpenAI foi preso nos Estados Unidos sob acusação de tentar espionar reuniões confidenciais da empresa com um gravador escondido em um banheiro. Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, o funcionário, Abdulrahman Alfozan, um nacional saudita, teria instalado um dispositivo de gravação dentro de um TV da sala de reuniões executivas da empresa.

O dispositivo foi encontrado em setembro de 2026, após a OpenAI detectar um USB suspeito conectado ao equipamento. O aparelho estava escondido dentro de um rolo de papel higiênico — uma combinação que gerou ironia nas redes, mas que, segundo o FBI, indica uma tentativa calculada de furtar informações sensíveis.

O caso ganhou destaque após o diretor do FBI, Kash Patel, destacar que a proteção da inovação em inteligência artificial — chamada agora de "superinteligência" pelo governo americano — é essencial para a segurança nacional e a força econômica do país. A mudança de termo foi anunciada por Donald Trump em 2026, como parte de uma estratégia de reforçar a importância estratégica da IA.

De acordo com o processo apresentado, Alfozan trabalhava na OpenAI desde julho de 2025 e teria usado um chatbot (possivelmente um modelo da OpenAI) para pesquisar como construir um gravador contínuo, melhorar a qualidade de áudio e criptografar o cartão SD do dispositivo. O FBI afirma que há provas de que o chatbot foi usado para desenvolver tecnologia específica para o gravador encontrado.

A sala de reuniões envolvida era considerada crítica, com discussões sobre pesquisas proprietárias, planos de produtos, decisões estratégicas e relacionamentos com governos. O Departamento de Justiça afirma que as informações eram de alta sensibilidade e poderiam impactar a posição dos EUA na corrida global pela inteligência artificial.

Figuras do governo, como o diretor da Inteligência Nacional, Jay Clayton, e o promotor federal Craig H. Missakian, reforçaram que espionagem industrial em tecnologia de ponta é uma ameaça direta à segurança nacional. O caso é visto como um sinal de alerta sobre como a IA pode ser usada tanto para proteger quanto para comprometer segredos estratégicos.

Apesar do absurdo do método — gravador no papel higiênico — o caso mostra como as fronteiras entre tecnologia, segurança e espionagem estão cada vez mais tênues, especialmente em um mercado onde a competição global pela inteligência artificial está em alta.