A id Software, conhecida por desenvolver jogos como Doom e Quake, enfrentou uma onda de demissões que resultou na perda de 136 funcionários, representando mais da metade de sua equipe. Essa decisão ocorreu em meio a cortes mais amplos na Microsoft, que demitiu 1.600 pessoas e ainda planeja mais cortes.
Apesar das demissões, a id Software afirmou que ainda possui a equipe necessária para continuar criando os jogos e tecnologias pelos quais é reconhecida. O diretor de jogos do estúdio, Hugo Martin, garantiu que a id não foi "desmantelada" e que a equipe é do mesmo tamanho que quando desenvolveram Doom (2016).
Informações conflitantes surgiram na última semana. Enquanto alguns temiam que a id Software se tornasse um estúdio de suporte, Tom Warren, do Verge, relatou que a equipe está em estágios iniciais de desenvolvimento de um novo jogo da franquia Doom. Além disso, a Microsoft parece estar focando em suas franquias principais, incluindo Doom e Quake, junto com novos títulos da série Fallout.
A situação gera dúvidas sobre a lógica por trás das demissões. A indústria de jogos AAA costuma passar por fases de desenvolvimento que requerem diferentes tamanhos de equipe. Embora um jogo possa demandar até 300 pessoas em sua fase de produção, as etapas de pré-produção e pós-lançamento podem ser geridas com menos funcionários.
As demissões levantam questões sobre a moral da equipe e a experiência institucional. A id Software, que recentemente lançou a expansão Revelations para Doom: The Dark Ages, tem uma longa história de estabilidade em sua equipe, com muitos funcionários trabalhando lá por décadas. A perda de talentos valiosos pode impactar negativamente o futuro do estúdio.
A situação da id Software reflete um problema maior na indústria de jogos, onde a instabilidade e as demissões se tornaram comuns, mesmo em estúdios que produzem jogos de sucesso. O futuro da id Software e de seus projetos permanece incerto após essas mudanças drásticas.