Um projeto inédito de jogo crossover entre Star Wars e Marvel, desenvolvido pela Epic Games, foi adiado indefinidamente e agora segue uma abordagem 'AI-first' — ou seja, com inteligência artificial como base do processo criativo.
Segundo relato da Bloomberg, os desenvolvedores foram orientados a adotar um modelo de produção com IA, utilizando ferramentas como o Claude da Anthropic. A arte do jogo será gerada por fluxos completos de IA, conforme as novas diretrizes internas.
Tim Sweeney, CEO da Epic Games, confirmou a mudança em postagem no X (antigo Twitter). Ele destacou que a empresa está reorganizando equipes para maximizar a aceleração por IA, não para reduzir o número de funcionários, mas para permitir que todos criem mais e melhor conteúdo.
"Nossa meta mais humilde é sobreviver à revolução da IA, ajudar outros desenvolvedores a fazerem o mesmo e sair do outro lado produzindo código e conteúdo melhores e mais rápido", disse Sweeney.
Ele também afirmou que a eficiência já está aumentando: em áreas técnicas do Unreal Engine, o ganho é de 20%, enquanto em desenvolvimento web pode chegar a 5 vezes mais rápido. No próximo ano, espera-se que quase todos os processos tenham pelo menos 3 vezes mais eficiência do que em janeiro de 2026.
O anúncio chega após a Epic Games ter demitido mais de 1.000 funcionários em março, em meio a dificuldades com vendas de consoles, disputas legais com Apple e Google, e desafios para manter o 'encanto consistente' do Fortnite em cada temporada.
Apesar do otimismo do CEO, o movimento levanta questões sobre o futuro da criatividade no setor. Muitos jogadores e criadores ainda se mostram preocupados com o uso de IA, especialmente quando o resultado parece se assemelhar a um 'slop' estético — como o visual de Fortnite, Star Wars, Marvel e até Pixar, que já se misturam em um padrão visual repetitivo.