O estúdio Origame Digital, responsável por Umurangi Generation, anunciou que o novo jogo Penguin Colony não estará disponível para venda em Israel. A decisão foi confirmada pelo publisher Fellow Traveller em um fórum da Steam, após um usuário israelense questionar a ausência do título na plataforma.
Segundo o publisher, a decisão foi tomada por solicitação do estúdio, que entende que, diante da ausência de sanções mais organizadas, essa ação é uma forma de demonstrar solidariedade com o povo palestino. "Desenvolvedores têm o direito de controlar onde seus jogos são vendidos", afirmou a empresa.
O jogo, um horror lovecraftiano com protagonista pinguim, traz uma cena pós-créditos que faz referência à situação na Palestina. A mensagem diz: "A covardia da indústria de jogos diante do genocídio em curso da Palestina pelo Israel será registrada pela arte que ela produz." A linha de raciocínio reforça o posicionamento político já conhecido da equipe de Origame Digital.
Além disso, Penguin Colony inclui uma declaração de reconhecimento de terras, destacando que o jogo foi feito na terra dos Wurundjeri Woiwurrung, parte do povo Kulin, que nunca cedeu soberania ao Império Britânico. A mensagem ressalta o respeito aos povos indígenas e a permanência da terra como ancestral, independentemente de conquistas coloniais.
Atualmente, o jogo está disponível apenas para PC, com versões para consoles previstas para 2027. A decisão de bloquear a venda em Israel se insere em um contexto maior de críticas à indústria de jogos por seu silêncio sobre conflitos geopolíticos, especialmente com relação ao apoio de empresas como Microsoft — alvo de boicotes do movimento BDS — ao governo israelense por meio de soluções de nuvem e inteligência artificial usadas no conflito.