O CEO da Bulkhead, Joe Brammer, afirmou que espera que os funcionários trabalhem horas extras — o que chamou de 'crunch' — como parte do compromisso com o trabalho. Segundo ele, a empresa valoriza profissionais que aceitam esse ritmo intenso, e isso faz parte da cultura da empresa.

Brammer revelou que a equipe de contratação analisa os perfis nas redes sociais dos candidatos para identificar quem se posiciona contra o 'crunch'. Se alguém posta constantemente contra o trabalho exaustivo, a empresa considera que essa pessoa não se encaixa no ambiente e desiste do processo.

Ele acredita que, mesmo com o 'crunch', há um retorno financeiro real para quem trabalha mais — algo que, segundo ele, pode ser 'transformador na vida' dos funcionários. A empresa afirma que o trabalho extra é compensado, embora ainda envolva jornadas longas.

Apesar da justificativa, a prática gera preocupação no mercado, especialmente no Brasil, onde o trabalho em jogos é frequentemente associado a condições precárias. O tema do 'crunch' permanece um dos mais debatidos na indústria, com movimentos de sindicalização e denúncias em grandes estúdios.