O estúdio Bit Reactor, conhecido por desenvolver "Star Wars: Zero Company", o jogo de Star Wars com as melhores avaliações em 22 anos, está passando por dificuldades financeiras. Segundo informações, até 80% de sua equipe foi colocada em licença não remunerada nas semanas que antecederam o lançamento do jogo, que ocorreu em 27 de agosto.

Embora o jogo tenha recebido críticas extremamente positivas, com a maior pontuação de Metacritic para um título de Star Wars desde 2004, a situação da equipe é preocupante. Zachariah Scott, ex-desenvolvedor da Bit Reactor, expressou sua frustração no LinkedIn, mencionando a discrepância entre os elogios ao jogo e a realidade dos funcionários em licença.

Atualmente, restou apenas uma "equipe enxuta" para lidar com possíveis problemas e bugs após o lançamento. Um representante do estúdio confirmou as licenças, mas não revelou quantas pessoas foram afetadas. A decisão de colocar a equipe em licença foi tomada antes das avaliações positivas do jogo, e ainda não se sabe quantas cópias foram vendidas ou quantas seriam necessárias para retomar os pagamentos aos funcionários.

Além disso, a situação é complicada por um processo judicial em andamento, onde a ex-diretora de operações da Bit Reactor, Alison Kelly, acusa um dos cofundadores, Greg Foertsch, de forçá-la a deixar a empresa. Foertsch nega as acusações, afirmando que a redução do papel de Kelly se deve ao seu desempenho insatisfatório.

Com o processo previsto para ir a julgamento apenas em 2027, o futuro da Bit Reactor e de sua equipe permanece incerto, assim como a possibilidade de um sequela para "Star Wars: Zero Company".