Na Gamescom de 2026, tive a oportunidade de testar o Scentbar, um dispositivo que promete transformar a experiência de jogar em algo... cheiroso. O aparelho, que se parece com uma mini soundbar, é capaz de liberar odores específicos durante o jogo, baseado no que aparece na tela. Funciona com cartuchos preenchidos com pellets aromáticos — cada um com um cheiro diferente, como forno de pão, garagem, pólvora ou flores.

O demo começou em uma padaria virtual, onde o Scentbar começou a liberar um aroma de croissants recém-assados. Depois, em um jogo de explosões, o cheiro de pólvora surgiu. Em uma simulação de mecânica automobilística, o cheiro de garagem foi acionado. Tudo isso, segundo a empresa, graças a um sistema de detecção por IA que identifica cenas e ativa os odores correspondentes.

Apesar de parecer uma ideia absurda — e, de fato, é — o dispositivo funciona. Os cheiros são bem definidos, e a sincronização com a ação na tela é mais precisa do que se esperava. Ainda assim, o que mais chama atenção é o quão inútil ele é. Você absolutamente não precisa disso. Nem para jogar, nem para viver.

Os cartuchos são personalizáveis: dá para configurar o sistema para liberar cheiro de pólvora apenas em cenas com armas, ou exigir confirmação mais rigorosa antes de ativar certos odores. A empresa diz que ainda não permite cheiros personalizados por questões de segurança — e, sim, há um motivo real para isso. Quem quer cheirar fezes ou peixe podre em um jogo?

Apesar de o produto ser um exemplo de inovação com foco no exagero, ele representa um ponto interessante sobre o futuro do hardware de games: o que é possível, nem sempre é necessário. No Brasil, onde o preço de acessórios de PC já é sensível, um dispositivo assim provavelmente só atrairá curiosos — e talvez alguns colecionadores de gadgets estranhos.