Gordon Thornton, ex-chefe da PlayStation Store, comentou sobre as críticas em relação aos preços dos jogos digitais, que muitas vezes são mais altos que os das versões físicas. Segundo ele, os preços de varejo são definidos diretamente pelos publishers, e não pela Sony.

Recentemente, a situação se agravou após o anúncio da Sony de que a partir de 2028 não haverá mais discos físicos para novos jogos da PlayStation. Isso gerou preocupações sobre o aumento nos custos dos jogos, já que as versões físicas costumam ser mais acessíveis devido a promoções e ao mercado de usados.

Thornton, que trabalhou na Sony Interactive Entertainment por quase 18 anos, afirmou que a PlayStation opera em um modelo de compra e venda onde os publishers atuam como fornecedores. Ele argumenta que isso contradiz as alegações de manipulação de preços, uma vez que a Sony não controla as estruturas de preços.

Entretanto, essa afirmação parece contradizer a posição da própria Sony em um processo judicial anterior, onde foi alegado que a empresa exigia que os publishers entregassem o controle total sobre os preços de varejo dos jogos digitais. A Sony, em sua defesa, reconheceu que os publishers cederam o controle do preço final, mas explicou que isso é parte do modelo de atacado, onde o varejista define o preço de venda ao consumidor.

Com a aprovação preliminar de um acordo para a ação judicial, os membros da classe podem receber até US$ 7,85 milhões, caso o acordo seja finalizado. A situação levanta questões sobre o futuro dos jogos digitais e a acessibilidade para os consumidores.