Kurt Kuhlmann, ex-lore expert e world builder da Bethesda com mais de 20 anos de experiência, afirmou que as demissões recentes na equipe de desenvolvimento de The Elder Scrolls 6 não fazem sentido, mesmo do ponto de vista financeiro.

Segundo Kuhlmann, os cortes atingiram principalmente desenvolvedores seniores e experientes — pessoas que estavam diretamente envolvidas na criação do jogo — e não os níveis de gestão, como havia sido anunciado pela Microsoft durante a reestruturação do Xbox.

"Eles não estavam demitindo quem gerencia as coisas", disse ele. "Estavam demitindo quem cria o jogo. Pessoas que são, de verdade, as melhores que você pode imaginar."

Entre os demitidos estão nomes como Christiane Meister, artista de 27 anos com passagem por Skyrim, Oblivion, Morrowind, Fallout 3 e Fallout 4; Ray Lederer, último conceitualista de Skyrim na empresa; e Ben Carnow, responsável por design de armas e criaturas que marcaram a lore de Fallout e The Elder Scrolls.

Kuhlmann destacou que esses profissionais não foram demitidos por desempenho ruim ou falta de compromisso. "Esses não são pessoas que erraram, que estavam preguiçosas ou ruins no trabalho. Isso significa que qualquer um pode ser demitido. Você não tem como saber se está seguro, mesmo trabalhando mais e melhor."

A demissão ocorreu após rumores de que a nova CEO do Xbox, Asha Sharma, estaria pressionando a Bethesda a acelerar o desenvolvimento de novos títulos, como The Elder Scrolls 6 e Fallout. A medida gerou preocupação entre os funcionários, especialmente após a visita da executiva, quando sindicalizados protestaram em frente ao estúdio.

Apesar das declarações do ex-desenvolvedor, a Bethesda afirmou que o roadmap de desenvolvimento do jogo não foi afetado pelas demissões. No entanto, ex-funcionários já alertam que o processo criativo pode ter sido prejudicado, e o lançamento pode sofrer atrasos.