Em um gesto quase cinematográfico, Shuhei Yoshida e Adam Boyes — ex-diretores da PlayStation — recriaram o icônico vídeo de 2013 que ensinava como compartilhar jogos físicos entre amigos. A cena, registrada no Tokyo Game Show de 2026, mostra os dois ex-executivos segurando uma caixa imaginária, com expressões de surpresa, como no original.

O detalhe que chamou atenção: não há disco real. A recriação se tornou um símbolo do fim de uma era. A Sony anunciou que, a partir de janeiro de 2028, deixará de suportar jogos físicos em suas plataformas, uma decisão que gerou forte reação entre fãs no Brasil e no mundo.

Na época do PS4, o vídeo era usado como argumento de marketing: o compartilhamento de jogos era fácil, seguro e parte da experiência. Hoje, com a transição completa para o digital, o gesto parece mais uma ironia do tempo. "Damn, there isn't anything being shared", comentou um usuário no Twitter, resumindo o tom da conversa.

Apesar de o post não ter sido uma crítica direta, muitos interpretaram como uma reflexão sobre a mudança de rumo da empresa. "É como se a Sony tivesse se tornado o vilão que antes criticava", escreveu outro internauta. A polêmica se intensificou após o anúncio de que 34% dos jogos do PS5 e 50% dos do Xbox Series X exigem downloads para funcionar — um dado que reforça a dependência digital.

Yoshida, que deixou a PlayStation em janeiro de 2025 após 31 anos, afirmou que a transição para o modelo digital não é um problema para ele: "Sou consumidor totalmente digital. Não quero lidar com discos, trocar ou organizar. Quero todos os jogos na minha tela, pronto para jogar." A declaração, no entanto, não convenceu todos os fãs, especialmente no mercado brasileiro, onde a venda de jogos físicos ainda tem força.