Mark Noseworthy, ex-vice-presidente da Bungie e um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento de Destiny, revelou em uma publicação no Twitter que o mantra do estúdio durante os primeiros anos do jogo era simples: "Eu amo jogar Destiny. Odeio que ele não seja melhor".

O comentário foi feito em homenagem ao aniversário de 11 anos da expansão The Taken King, considerada por muitos um marco na história da franquia. Segundo Noseworthy, essa expansão foi o momento em que o jogo atingiu seu ápice para ele — tanto como jogador quanto como desenvolvedor.

"Entre todas as partes de Destiny que trabalhei, esta ainda é minha favorita como jogador e a que mais me orgulha", escreveu ele. "Sabíamos que o Destiny 1 estava muito perto de ser ótimo, só faltavam alguns ingredientes e uma preparação diferente."

Os primeiros anos de Destiny foram marcados por instabilidade, tanto técnica quanto criativa. O jogo ainda não tinha uma identidade clara, mas a introdução do raid Vault of Glass ajudou a definir o rumo. Já The Taken King, com uma história mais forte, novos sistemas de personalização, melhor progressão e conteúdo de alto nível, foi o que realmente transformou o jogo.

Apesar de ser considerada por muitos a melhor expansão de todos os tempos, Noseworthy acredita que The Witch Queen e The Final Shape superam esse título em sua visão pessoal. Ele também observa um padrão: as expansões mais bem-sucedidas da série têm temática ligada ao povo Hive, por conta da rica lore que o grupo oferece.

Hoje, a franquia vive um momento de transição. A Bungie encerrou o desenvolvimento ativo de Destiny 2, e o jogo foi deixado em um estado estável — com loot atualizado, eventos permanentes e sem mais FOMO. Mas, com o fim das temporadas, o projeto perdeu a direção de evolução contínua.

"Nunca mais vamos dar a volta por cima agora", concluiu Noseworthy, refletindo sobre o destino do jogo após anos de tentativas de aprimoramento por meio de expansões que, muitas vezes, eram mais corretivas do que inovadoras.