Andrew Willis, ex-produtor de Doom, afirmou em entrevista ao Kiwi Talkz que o Xbox Game Pass é "extremamente mal gerido" e que o lançamento de Doom: The Dark Ages foi um erro estratégico. Segundo ele, a decisão de colocar o jogo no serviço de assinatura foi tomada sem planejamento, foco no consumidor ou compreensão do mercado.
Willis destacou que Microsoft não conseguiu definir métricas claras para medir o sucesso do Game Pass. "Era só jogar, instalar, manter as pessoas conectadas? Ou queriam que o jogo fosse jogado para sempre?", questiona. Ele acredita que o modelo de assinatura prejudicou o desempenho comercial do jogo, especialmente considerando o número de jogadores que o acessaram gratuitamente no Xbox.
Apesar de o jogo ter atingido 3 milhões de jogadores em menos tempo do que Doom Eternal — um recorde para a franquia —, dados do Game Business mostram que mais de dois milhões dos 3 milhões vinham do Xbox. Isso levanta dúvidas sobre o impacto real da assinatura no engajamento e nas vendas.
Willis também se mostrou cético sobre o futuro do Game Pass, especialmente após os cortes massivos de 3.200 funcionários na Xbox. "Quando você toma decisões sobre arte comercial baseadas em investidores, e não no jogador ou no desenvolvedor, acaba cometendo erros grandes", disse.
Apesar do sucesso de lançamento, o ex-produtor acredita que o jogo poderia ter tido um desempenho melhor se não estivesse disponível gratuitamente no Game Pass. "Doom nunca deveria ter ido para lá. Foi uma ideia estúpida", concluiu.