Em entrevista à imprensa japonesa para comemorar os 30 anos da franquia Resident Evil, o produtor executivo Jun Takeuchi revelou que o nome "Requiem" no novo título não é apenas uma referência a uma oração pelos mortos, como muitos imaginavam.
Segundo Takeuchi, a palavra "Requiem" contém uma dupla camada: "RE" (resposta) e "Q" (pergunta). Ou seja, o título representa tanto uma resposta quanto uma questão, uma construção que ele promete explicar no futuro.
Apesar da intenção criativa, o jornalista Elie Gould, do PC Gamer, expressou desconfiança. Para ele, a explicação soa como um exercício de interpretação forçada, lembrando o estilo de análise acadêmica de exames de inglês no ensino médio.
O tom de dúvida também se estende ao próprio uso do nome. A franquia deixou de usar algarismos romanos nos títulos desde Resident Evil 7 Biohazard, com o retorno de "Requiem" como substituto para o número IX. A escolha gerou expectativa, especialmente por conta de teorias sobre nomes como "Helix" ou "Appendix", que teriam conexão com temas da série.
Apesar de aceitar o simbolismo da palavra, Gould brinca com a ideia de que "Requiem" poderia significar algo como "U" para o jogador, "I" para o eu, "E" para os residentes maus e "M" para o jogador novamente — uma brincadeira que mostra a desconfiança do público em relação a explicações muito elaboradas.