Recentemente, Sumit Sadana, vice-presidente executivo da Micron, participou de um fórum de tecnologia e finanças e compartilhou a visão da empresa sobre a atual crise de memória. Ele afirmou que, apesar da construção de novas fábricas, não há uma expectativa clara de quando a oferta de memória será suficiente para atender à demanda crescente.

Sadana destacou que o aumento da demanda, especialmente por módulos de memória para servidores de inteligência artificial, pressiona a oferta existente. Ele explicou que a expansão da capacidade de produção não é simples e requer tempo, já que muitas fábricas precisam ser construídas em áreas completamente novas.

Segundo o executivo, "construir uma fábrica de tecnologia de ponta é um dos projetos de engenharia mais complexos do mundo". Ele comparou o processo à construção de data centers, que são consideravelmente mais fáceis de montar.

A Micron, assim como outras empresas como SK Hynix e Samsung, está investindo em novas instalações, mas as previsões sobre quando novos módulos de memória estarão disponíveis variam bastante. Enquanto isso, a crise de memória deve persistir até pelo menos o final de 2027, com algumas estimativas apontando para 2030 ou além.

Os consumidores, portanto, devem se preparar para um cenário desafiador, onde a disponibilidade de memória pode continuar limitada por um bom tempo.