Fãs do Sea of Thieves estão em alerta com o futuro da Rare, após a studio ser incorporada ao grupo Activision como parte da reestruturação recente do Xbox. A mudança aconteceu em meio a anúncios de demissões e reorganização entre os estúdios de primeira linha da Microsoft.
Segundo informações divulgadas pela empresa, o Activision assumirá responsabilidades-chave no desenvolvimento de títulos como Halo e outras franquias, incluindo a possível utilização da Rare para suporte técnico e conteúdo adicional — algo que já foi visto com outras equipes anteriormente absorvidas pelo grupo.
"Se o que vimos nos últimos anos com o Activision for um indicativo, é só questão de tempo até a Rare virar uma equipe de suporte do Call of Duty", comentou um jogador no Reddit. A preocupação se baseia no histórico da empresa, que já transformou estúdios como Neversoft em ferramentas de produção de mapas e atualizações para o FPS, muitas vezes sem manter a identidade original.
Apesar das preocupações, alguns fãs ainda veem uma chance de a Rare retomar seu legado criativo. A história da studio inclui títulos icônicos como Crash Bandicoot e Banjo-Kazooie, franquias que muitos acreditam poderem ser revividas com o talento da equipe. No entanto, a falta de comunicação clara sobre o futuro da Rare deixa espaço para especulações.
A Rare passou por um período conturbado nos últimos anos. Após o sucesso inicial de Sea of Thieves, o estúdio trabalhou por mais de uma década em Everwild, um projeto que foi cancelado no ano passado por dificuldades de desenvolvimento. Esse histórico de projetos interrompidos alimenta o receio de que a nova estrutura possa afetar negativamente o que ainda resta da identidade criativa do estúdio.
Com o mercado brasileiro ainda sensível a mudanças em estúdios internacionais — especialmente quando envolvem preços, exclusividade ou suporte a jogos online — a reestruturação pode impactar diretamente a experiência dos jogadores no país, caso haja alterações no modelo de monetização ou conteúdo pós-lançamento.