Um jovem chamado ObjectiveSad5229 fez uma pergunta tocante no subreddit r/Steam em junho de 2025: como homenagear o pai, falecido há quatro anos, que era apaixonado por videogames? A ideia era acessar a conta do Steam dele para desbloquear uma conquista em um jogo que o pai havia recomendado antes de morrer.
A resposta da comunidade foi quase unânime: o gesto era lindo, humano e respeitoso. Muitos usários relataram experiências semelhantes, como completar um nível no StarCraft 2 que o pai não conseguia passar ou jogar juntos em memória. "Ele não vai mais usar isso. É da família", escreveu um dos comentários mais curtidos.
Porém, logo surgiram advertências sérias. Alguns membros da comunidade lembraram que o contrato de uso do Steam é rigoroso: contas são pessoais, intransferíveis e deixam de existir com a morte do titular. Informar o suporte da Valve sobre o falecimento pode levar à suspensão ou exclusão da conta — e há relatos reais de contas banidas por isso.
Diante disso, a comunidade sugeriu formas de honrar o pai sem riscos. A principal dica foi usar o modo invisível ao fazer login, para não chamar atenção. Outras opções incluem atualizar o perfil com uma mensagem de homenagem ou usar o Compartilhamento Familiar do Steam — embora com um porém: o progresso e conquistas seriam salvos na conta do filho, não na do pai.
O caso levanta uma questão difícil: o que é uma herança digital? Jogos no Steam são licenças, não propriedade. E mesmo que o gesto seja moralmente correto, a Valve não reconhece esse tipo de legado. A pergunta final, então, é: será que a família deveria poder herdar contas de jogos como se herda um livro ou um filme?