A decisão da Sony de parar a produção de discos para novos jogos da PlayStation até 2028 gerou uma forte reação entre os jogadores e também mobilizou campanhas de direitos do consumidor em diversas regiões.

Legisladores no México e uma organização de defesa do consumidor na Holanda, chamada Stichting Massaschade & Consument, expressaram preocupações de que o fim do mercado físico de jogos dará à Sony controle total sobre os preços e a disponibilidade dos jogos em suas plataformas. Segundo a organização, "o fim dos discos físicos remove o último lugar onde um jogo da PlayStation poderia ser comprado e vendido a um preço competitivo".

A Stichting Massaschade & Consument já está processando a Sony como parte de sua campanha Fair PlayStation, que argumenta que a ausência de alternativas ao mercado digital permite que a Sony e seus parceiros cobrem preços excessivos. Sem os jogos físicos, os consumidores ficariam sem opções além da PlayStation Store.

Além disso, representantes federais no México, Iraís Reyes e Luis Donaldo Colosio, planejam apresentar uma queixa à Comissão Nacional de Concorrência do país sobre o movimento da Sony. Embora ainda não estejam propondo legislação para impedir o fim dos discos, eles estão levantando suas preocupações para os reguladores locais.

Colosio destacou que, com a distribuição digital, os consumidores não compram mais um jogo no sentido tradicional, mas sim uma licença que depende das condições impostas pela empresa. Ele também ressaltou que o acesso à internet de alta velocidade, essencial para jogos digitais, não é uniforme em todo o México.

Essas preocupações refletem um sentimento crescente entre os consumidores sobre a propriedade digital e os possíveis efeitos do controle total da Sony sobre o mercado de jogos. O futuro dos jogos físicos e digitais continua a ser um tema debatido entre jogadores, legisladores e defensores dos consumidores.