Final Fantasy Resonance, o novo RPG da Square Enix, está se destacando como uma das experiências mais promissoras do gênero. Desenvolvido a partir do fracassado Final Fantasy Brave Exvius, o jogo chega com uma proposta clara: modernizar o espírito dos clássicos da série, especialmente os títulos pixel art dos anos 90.

Segundo o diretor Hiroto Furuya, a equipe se baseou em dois pilares fundamentais: o sistema de jobs de Final Fantasy 5 e as características distintas de cada personagem em Final Fantasy 6. A ideia era combinar esses elementos com mecânicas modernas, como o sistema de estamina usado em FF7 Remake e FF16, para criar um combate mais dinâmico sem perder a essência retrô.

O produtor Keisuke Nakashima explicou que essa fusão não havia sido feita antes. A equipe precisou de pesquisas e inovação para integrar o sistema de estamina — que permite interromper turnos inimigos — com a personalização profunda dos personagens. O resultado é um sistema de combate com profundidade estratégica, onde cada escolha de equipe e habilidade tem peso real.

Um dos grandes destaques é o uso de "Visions": personagens do passado da série que podem ser incorporados ao time com habilidades únicas. Essa mecânica, que inicialmente estava em dúvida, acabou sendo essencial para o jogo. Furuya revelou que a equipe chegou a considerar lançar o jogo sem esses personagens, mas a ideia foi descartada por causa da carga emocional e do impacto visual — como o famoso Cross-Slash de Cloud, com seus momentos cinematográficos.

Apesar de ainda estar em fase de demo, o jogo já demonstra equilíbrio entre nostalgia e inovação. A arte HD-2D é impressionante, e o ritmo do combate oferece desafios que lembram os clássicos, mas com mais profundidade. Para fãs de RPGs turn-based, o título parece ser uma das grandes promessas do ano.

Final Fantasy Resonance será lançado em 22 de outubro para PC (Steam), PS5, Switch 2 e Xbox Series X/S. No Brasil, o jogo chega com preço ainda não divulgado, mas com suporte a português do Brasil.