Se você está jogando Fire Emblem: Fortune’s Weave, provavelmente já se deparou com a rota de Leda — a que mais se destaca por sua intensidade emocional e foco na vingança. Ela não segue o enredo principal do jogo, mas sim uma trajetória pessoal marcada por perda, raiva e culpa. E, curiosamente, ela tem um paralelo quase perfeito em outro jogo: Tales of Berseria, lançado em 2017 pela Bandai Namco.
Velvet Crowe, protagonista do título japonês, também é uma mulher marcada pela morte de quem amava — seu irmão, Laphicet. Após testemunhar o assassinato por Artorius Collbrande, ela jurou se vingar. Como Leda, ela se torna cada vez mais solitária, distante dos companheiros e dominada por um desejo de destruição. Ambas carregam armas simbólicas de poder corruptor: Leda com sua vihuela que incita ao massacre, e Velvet com um braço demoníaco que devora almas.
O que torna essas histórias especiais não é o fato de elas matarem — mas o modo como o jogo mostra o custo emocional disso. Nem Leda nem Velvet são vilãs, mas mulheres quebradas por uma dor profunda. A raiva delas não é glorificada, mas compreendida. E isso é raro em jogos, especialmente no gênero RPG.
Enquanto Fire Emblem: Fortune’s Weave está disponível no Brasil com preço competitivo e suporte local, Tales of Berseria ainda é pouco conhecido aqui. Mas, em termos de profundidade emocional, personagens complexos e roteiro ousado, o jogo merece um lugar entre os grandes da série Tales — e entre os favoritos dos fãs de Fire Emblem que gostam de histórias que não se contentam com o bem e o mal.
Se você curte Leda por sua humanidade, sua fragilidade e sua fúria justificada, não se perca: Tales of Berseria é um dos melhores jogos de vingança já feitos — e um dos mais subestimados do mercado brasileiro.
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