Passar horas varrendo o mapa de Fire Emblem: Fortune's Weave em busca de presentes para todos os personagens que podia recrutar foi uma das minhas maiores perdas de tempo — e, ao mesmo tempo, uma das experiências mais reveladoras do jogo.

Com quatro protagonistas e rotas que se cruzam, o jogo permite que você encontre praticamente todos os personagens em alguma das histórias. Mas, por algum motivo, minha mente se transformou em uma máquina de coletar: cada personagem era uma missão, como se fosse um desafio de completar tudo, como em Suikoden ou os links sociais de Persona.

Na verdade, o jogo é bem mais generoso do que essas referências. Se você perder alguém na rota de Leda, pode encontrá-lo nas rotas de Cai, Deitrich ou Theodora. Ou, se preferir, só voltar a uma fase da história e recrutar quem faltou — sem precisar reiniciar tudo.

Apesar de saber disso, continuei tentando recrutar todos na primeira vez. Até que percebi: a maioria dos personagens que eu tinha conquistado com tanto esforço nunca foi usada em combate. O limite de membros no time durante as batalhas principais é de cinco a sete, o que torna impossível usar todos os que você recruta.

O que funcionou mesmo foi focar nos personagens que se encaixavam bem na minha estratégia — os que eu treinava, que usava e que realmente me ajudavam. Aos poucos, entendi: o jogo não quer que você se apaixone por todos. Ele quer que você se conecte com alguns.

Como diz o título do artigo: Fortune's Weave é a cura para esse hábito de RPG de tentar agradar a todos. Porque, no fim das contas, o que importa não é a quantidade de amigos, mas a qualidade daquilo que você constrói com eles.

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