Fire Tower entrou direto na minha lista de jogos obrigatórios. Quando um jogo afirma que você pode aprender e começar a jogar em cinco minutos, é natural ficar desconfiado. Muitos jogos assim acabam sendo apenas diversão leve, mas Fire Tower supera essa expectativa com uma experiência surpreendentemente profunda.
Na verdade, o jogo é mais simples do que parece. Você atua como um vigia tentando controlar um incêndio florestal, com o objetivo de ser o último a manter sua torre em pé. Para isso, você direciona o fogo para os adversários — ou aumenta o calor do incêndio com cartas estratégicas. A mecânica é baseada em colocar tokens de fogo de acordo com a direção do vento (norte, sul, leste ou oeste) e usar cartas para mudar o rumo da batalha.
Algumas cartas são defensivas — como apagar fogo ou criar barreiras — mas muitas têm um toque de maldade: você pode pular fogo por várias casas, lançar múltiplos tokens ao mesmo tempo ou até provocar explosões que engolem várias áreas. Usar essas cartas no momento certo é um dos maiores prazeres do jogo, especialmente quando você consegue surpreender um adversário que estava no comando.
O jogo funciona melhor em modo livre para todos, mas também tem uma versão cooperativa. Um expansion chamada 'Rising Flames' adiciona ainda mais camadas de estratégia. Apesar de o tema — incêndios florestais — ser sensível, especialmente após os desastres de 2023, o jogo trata o assunto de forma abstrata e respeitosa, sem cair no sensacionalismo.
Apesar de rápido (pode ser terminado em menos de 30 minutos), Fire Tower oferece profundidade estratégica suficiente para agradar jogadores casuais e entusiastas. É um dos poucos jogos que consigo recomendar para toda a família, mesmo para quem não gosta de jogos de tabuleiro.
Na versão brasileira, o jogo está disponível por cerca de R$ 230 na Amazon, com o pacote completo. Um ótimo presente para quem gosta de jogos rápidos e cheios de reviravoltas.