No cenário atual dos games, onde a transição para o digital se intensifica, especialmente com a PlayStation planejando descontinuar discos físicos em 2028, o futuro da GameStop como uma rede de lojas físicas é incerto. No entanto, o CEO da GameStop, Ryan Cohen, parece não se preocupar com essa mudança. Em uma entrevista ao Bloomberg, quando questionado sobre como a nova política digital da Sony impactaria os negócios da GameStop, Cohen respondeu: “Não importa. Não importa nem um pouco.”

Embora sua declaração possa parecer superficial, os relatórios financeiros da empresa indicam que a diminuição das vendas de jogos físicos, novos e usados, não afetaria os resultados da GameStop. Cohen destacou que, atualmente, o software representa menos de 12% do negócio, enquanto os colecionáveis representam mais da metade da receita da empresa. “Software – isso importava no passado. Hoje, é totalmente irrelevante”, afirmou.

Após o anúncio da Sony sobre a mudança para mídias digitais, as ações da GameStop não sofreram grandes oscilações; na verdade, o valor das ações chegou a subir. De acordo com os relatórios financeiros do primeiro trimestre de 2026, os colecionáveis, como cartas de Pokémon, representaram 41,8% da receita total da empresa, enquanto hardware e acessórios corresponderam a quase 40%.

Além disso, a Bloomberg mencionou o plano da Rockstar Games para o lançamento de Grand Theft Auto 6 sem a opção de revenda, o que poderia prejudicar ainda mais a GameStop. No entanto, Cohen desviou o foco da conversa, expressando seu desejo de discutir a eBay, em relação ao seu plano de adquirir a famosa plataforma de compras online e transformar a união entre eBay e GameStop em um negócio de “US$ 1 trilhão”.

Embora os detalhes sobre como Cohen planeja alcançar esse objetivo ainda não estejam claros, sua falta de interesse em jogos físicos, que foram a base do negócio da GameStop, é evidente.