O novo título da franquia Gears of War, E-Day, chega sem alguns dos recursos mais marcantes dos jogos anteriores. Segundo o blog da desenvolvedora The Coalition, elementos clássicos — como usar inimigos como escudos humanos ou duelar com motosserras acopladas aos fuzis Lancer — não estarão disponíveis no lançamento.
Isso ocorreu porque o jogo foi construído do zero, sem aproveitar a base técnica dos títulos anteriores. “Começamos o E-Day com um disco rígido vazio, construindo todo o nosso ambiente de jogabilidade do zero para garantir uma experiência mais unificada entre a Campanha, o PvE e o PvP”, explicou a equipe.
Apesar da nova abordagem permitir inovações nos sistemas de cobertura, combate e inimigos, a decisão trouxe uma contrapartida: a ausência de alguns dos traços mais conhecidos da franquia. A The Coalition afirmou que trabalha para implementar esses recursos — além de lobbies privados e placares de líderes — após o lançamento ou em um futuro título.
Outra mudança significativa está na Gnasher, a icônica escopeta da série. Em jogos anteriores, tiros de quadril seguiam a direção do personagem. Em E-Day, o sistema foi ajustado para alinhar a mira da câmera com a posição do cano da arma, oferecendo mais precisão em combates de última hora.
A primeira temporada de E-Day começa com o Acesso Antecipado e vai até 1º de dezembro, com três eventos sazonais: Halloween, comemoração dos 20 anos da franquia e o “Thanksgibbing”. Os modos competitivos (Ranked) chegam em 13 de outubro.
Apesar do compromisso da Microsoft em continuar a história de Gears of War após o final de Gears 5, o futuro da The Coalition está em xeque. Em junho, a empresa prometeu seguir com a narrativa, mas demitiu 268 funcionários — incluindo o diretor de narrativa de E-Day — em setembro. Relatos indicam que os desenvolvedores já temem novos cortes após o lançamento do próximo jogo.
“É difícil acreditar em qualquer coisa que eles dizem agora”, disse um membro da equipe ao Eurogamer.