O Gears of War: E-Day está em andamento, e a campanha ainda está longe de ser concluída — mas já é possível perceber que o jogo traz uma experiência de tiro em terceira pessoa mais fluida do que nunca. Os problemas de controle que marcaram os títulos anteriores foram quase eliminados, graças a ajustes sutis, como a remoção do botão de rolar para a esquerda e a inclusão de um botão dedicado para subir em obstáculos.

O modo Hardcore, em especial, transforma o combate em uma experiência estratégica e intensa. Ficar parado em um ponto de abrigo é punido, forçando o jogador a se mover constantemente, pesando riscos como disparos de longa distância, ataques com serras ou corridas desesperadas. É tática pura, quase como um jogo de xadrez com balas.

Novas armas trazem um toque de loucura ao combate: um canhão de ácido que explode em forma de sapo gigante, e o Goreshot, um gancho que arranca o torso de um inimigo com um movimento grotesco e divertido. Esses momentos são o ponto alto da experiência, mesmo que o sistema de insta-kill do inimigo que as usa seja repetitivo.

Além das armas, os elementos clássicos da franquia foram renovados com carinho. A armadilha de espinhas agora tem um som de impacto pesado e visceral, e o arco torque agora emite um som de bateria apocalíptica ao acertar o alvo. A espingarda de visão noturna, por sua vez, é um dos melhores rifles de snipe já feitos — precisa, silenciosa e letal.

Apesar disso, a campanha sofre com uma narrativa previsível e um ritmo arrastado. Marcus Fenix, mesmo em sua juventude, já é o mesmo soldado cínico, traumatizado e desiludido que conhecemos. Não há grandes revelações sobre o passado do personagem, e o enredo se limita a recontar o evento do dia E — algo já visto em cenas do jogo original.

Com lançamento marcado para 6 de outubro, o E-Day será lançado com acesso antecipado para quem comprar a edição Premium de US$ 100. O jogo também estará disponível no Game Pass, algo que pode atrair jogadores brasileiros interessados em experimentar o título sem gastar muito.