O Gears of War: E-Day, título first-party da Xbox, enfrenta um desafio significativo no Xbox Series S: entregar gráficos e fluidez em um console com apenas 10GB de RAM GDDR6. Para superar essa limitação, o estúdio The Coalition desenvolveu uma solução inovadora, em parceria com o Xbox Advanced Technology Group.

A estratégia envolve usar o SSD NVMe ultra-rápido do console como uma segunda camada de memória. Embora mais lento que a RAM, o SSD funciona como um buffer inteligente, armazenando dados que não estão sendo usados no momento. O jogo troca ativamente os recursos entre RAM e SSD, mantendo apenas o necessário na memória principal.

Segundo o Digital Foundry, essa abordagem permite ganhar cerca de 1GB de memória útil em troca de apenas alguns gigabytes de espaço no SSD. O sistema usa algoritmos avançados para identificar quais dados podem ser movidos sem afetar a experiência — dados frequentemente acessados permanecem na RAM, enquanto os menos usados vão para o SSD.

Essa técnica não é nova no mundo da computação — Macs já usam soluções semelhantes há anos — mas sua aplicação em um jogo AAA de grande escala no Xbox Series S é um marco técnico. A solução pode ser especialmente útil para futuros títulos como GTA 6 e Fable, que exigirão muito do hardware.

Além disso, o estúdio investiu em melhorias no motor gráfico, incluindo novas tecnologias para efeitos de sangue e desmembramento, em resposta à sensação de desgaste por violência que os fãs poderiam estar sentindo.

Apesar do sucesso técnico, o clima interno no The Coalition está instável. Após o lançamento de E-Day, há preocupação entre os funcionários sobre demissões, em meio a uma reestruturação contínua na divisão de jogos da Microsoft.