A OpenAI lançou o GPT-6 Astra, uma tecnologia que gerou grande expectativa ao permitir que usuários recriem jogos existentes. Contudo, a maioria das experiências criadas até agora tem sido considerada inferior em vários aspectos.
Um dos recursos mais comentados do Astra é a capacidade de controlar programas de desenvolvimento de jogos 3D, como Blender. Isso leva alguns a acreditarem que a ferramenta pode revolucionar a indústria, criando jogos sem a necessidade de intervenção humana. No entanto, os testes realizados mostram que o que se consegue são versões de jogos já existentes, mas com qualidade muito abaixo do original.
Por exemplo, o custo para recriar um jogo como Super Smash Bros. utilizando o Astra é de cerca de R$ 50,00, mas as versões resultantes carecem de modos de jogo completos e de uma jogabilidade satisfatória. Além disso, muitos personagens e elementos essenciais estão ausentes.
Entre as tentativas de recriação, há um jogo inspirado em Sonic que parece sem cor e velocidade, e uma versão de Contra que apresenta problemas visuais graves. Outro exemplo é uma recriação de The Simpsons: Hit and Run, que falha em reproduzir a movimentação correta dos veículos e não inclui personagens.
Essas experiências levantam questões sobre a originalidade e a qualidade dos jogos gerados. Mesmo que a tecnologia permita a criação de novos jogos, é necessário um trabalho adicional significativo para refinar e otimizar os resultados, algo que as versões atuais não conseguem fazer. Além disso, o uso de propriedades intelectuais de terceiros sem autorização é uma preocupação crescente.
Com o aumento dos custos de hardware devido à demanda por tecnologia de IA, os consoles e equipamentos necessários para jogar esses novos títulos também estão se tornando mais caros. Assim, a promessa de jogos criados por IA pode não ser tão vantajosa quanto parece, especialmente considerando os desafios técnicos que ainda precisam ser superados.