Na sessão de pré-visualização da atualização Frozen Trails de Arc Raiders, passei três horas explorando as novidades — e quase todo o tempo foi dedicado ao novo gancho de grapple. Embark Studios entregou uma mecânica que vai além do óbvio: não é um teletransporte instantâneo, mas sim um sistema com corda realista, que precisa ser usada com precisão e estratégia.
O gancho é um item verde, mas seu impacto é enorme. Ele permite subir edifícios, balançar entre telhados como um herói de quadrinhos e descer com segurança de alturas perigosas. O mais interessante é que ele se prende em quase qualquer superfície, criando pontos de apoio dinâmicos. E o melhor: pode ser reativado no ar, sem cooldown, permitindo sequências de movimentos fluidas.
Apesar de tudo, o sistema não é perfeito. Às vezes, a corda se enrosca em balcões, o personagem escorrega de plataformas ou falha ao pegar um ponto de apoio. Esses pequenos imprevistos são parte do charme — o jogo valoriza experimentação, e o aprendizado vem com tentativas e erros.
Além do gancho, a atualização traz um lançador que conecta dois objetos e uma granada que puxa bots Arc para o chão. Mas foi o sistema de grapple que deixou a maior impressão. Ele não apenas aumenta a liberdade de movimentação, mas transforma a forma como o jogador interage com o mundo de Pendola Pass.
Segundo a Embark, o foco está em ferramentas baseadas em física, mesmo que isso traga um certo nível de 'bagunça'. E, no caso de Arc Raiders, essa bagunça é divertida — e promissora para os próximos mapas.