Guns of Eschaton apresenta uma proposta diferente dentro do gênero soulslike. Em vez de seguir a fórmula tradicional, o jogo é um shooter em primeira pessoa ambientado em um oeste apocalíptico. Isso significa que as habilidades adquiridas em jogos de ação em terceira pessoa podem não ser tão úteis aqui.
O título mantém algumas características clássicas do gênero, como ganhar moeda de experiência ao derrotar inimigos e perdê-la ao morrer. Além disso, é possível jogar em modo cooperativo. No entanto, os novos desafios exigem que os jogadores reaprendam muitos aspectos do combate.
Um dos principais elementos do jogo é a arma, com destaque para um revólver de ação simples do século XIX. O jogador deve recarregar a arma de forma metódica, um processo que pode ser fatal se não for feito com cuidado. Esse sistema de recarga e a possibilidade de alinhar as balas com propriedades especiais trazem uma nova camada de estratégia ao combate.
Durante uma demonstração de duas horas, o jogador enfrenta inimigos armados, que exigem uma abordagem cuidadosa e a utilização de sequências de tiro para derrotá-los de forma eficiente. Cada inimigo possui um padrão específico que, se seguido corretamente, pode resultar em eliminações mais rápidas.
Além disso, o jogo conta com um sistema de parry, onde o jogador deve desviar dos tiros inimigos e contra-atacar em um breve momento de lentidão. No entanto, a dificuldade aumenta com múltiplos inimigos atacando ao mesmo tempo, o que pode tornar essa mecânica desafiadora.
Embora a demonstração não tenha incluído chefes, os trailers prometem criaturas impressionantes, todas com a assinatura do falecido Viktor Antonov, conhecido por seu trabalho em jogos como Dishonored e Half-Life 2. O estilo artístico dele é evidente, mesmo que a demo tenha apresentado uma área desértica um tanto vazia.
Apesar das dificuldades enfrentadas na demonstração, a curiosidade sobre o mundo e as mecânicas de Guns of Eschaton permanece. Para os fãs de soulslike, a promessa de desafios e a necessidade de estratégia tornam a experiência intrigante, mesmo que dolorosa.