O jogo Halloween: The Game, baseado no famoso filme, tem gerado mais frustração do que medo. A interpretação de Michael Myers parece lenta e sem urgência, o que prejudica a experiência de terror.
Apesar de ser desenvolvido pela Illfonic, conhecida por jogos de horror assimétrico, a expectativa era alta, especialmente com a participação do criador da franquia, John Carpenter. No entanto, a versão analisada carece de polimento e apresenta diversos bugs.
As animações estão quebradas ou ausentes, e o jogo apresenta travamentos frequentes, com uma média de pelo menos um por hora. O combate é problemático, com armas que parecem atravessar os jogadores. Além disso, o áudio apresenta falhas, dificultando a percepção de sons importantes para um jogo de horror.
A inteligência artificial dos NPCs também é um ponto negativo, com comportamentos estranhos que comprometem a jogabilidade. Apesar dessas falhas, o jogo tem boas ideias, como o equilíbrio entre o assassino e os sobreviventes. Jogar como Myers pode ser divertido, mesmo que ele não corra, e suas habilidades especiais ajudam a compensar a lentidão.
Os mapas, inspirados nos anos 70, são bem elaborados, mas a jogabilidade é prejudicada por problemas técnicos e mecânicas repetitivas. O sistema de QTEs durante a espectação é considerado entediante e pode causar frustração.
Embora o jogo tenha potencial, a falta de polimento e os bugs tornam difícil a recomendação, exceto para fãs ávidos do gênero ou da franquia.