Microsoft decidiu encerrar a atuação da Halo Studios — o time criado para dar continuidade à franquia Halo — como parte da reestruturação do Xbox. A equipe foi drasticamente reduzida, e agora apenas uma estrutura mínima permanece para supervisionar a franquia, sem produzir novos jogos.

Com isso, a responsabilidade de desenvolver o próximo Halo caiu na Activision, empresa conhecida pelo ritmo acelerado do Call of Duty. A mudança gera preocupação entre fãs e críticos, especialmente porque o estilo de Halo — com suas mecânicas verticais, ritmo mais lento e foco em combate estratégico — é muito diferente do modelo de lançamentos anuais do Call of Duty.

Apesar de o Halo Infinite ter se consolidado como um dos melhores FPS multiplayer da atualidade, com mapas criativos, arte visual marcante e um sistema de Forge poderoso, a equipe da Halo Studios também cometeu erros. Campanhas com enredos repetitivos, um Master Chief muito rígido e tentativas de inovação que acabaram diluindo a identidade original — como loot boxes e modos MOBA — geraram críticas.

Segundo Rob Kostich, presidente da Activision, o objetivo é criar o melhor Halo de todos os tempos, mantendo a essência da franquia. Mas o histórico da Activision, com lançamentos constantes mas com qualidade irregular, levanta dúvidas sobre se ela conseguirá equilibrar inovação e respeito à herança de Halo.

Apesar de o ritmo de produção da Activision ser um dos pontos fortes, a pressão por lançamentos anuais pode comprometer o tempo necessário para criar um jogo verdadeiramente épico. E há ainda o risco de o universo Halo acabar se assemelhando demais ao Call of Duty — algo que muitos fãs querem evitar.

O mercado brasileiro também acompanha com atenção, já que o preço dos jogos e a presença de servidores regionais influenciam diretamente a experiência de jogadores no país. A mudança de estúdio pode afetar não só a jogabilidade, mas também o suporte local e a disponibilidade de conteúdo.