A Halo Studios, antiga 343 Industries, foi dissolvida antes mesmo de lançar um jogo original. A equipe, criada em 2007 para cuidar da franquia Halo após a saída da Bungie, só teve tempo de desenvolver o remake Halo: Campaign Evolved, que foi lançado em 2023. Agora, após 268 demissões em todo o grupo de estúdios da Xbox, a empresa foi oficialmente desativada.

Em um movimento surpreendente, a Microsoft anunciou que passará a franquia Halo para a Activision, a mesma empresa por trás do Call of Duty. O objetivo, segundo a empresa, é “fortalecer as franquias” com uma estrutura mais enxuta e focada, reunindo equipes que já trabalhavam juntas.

Rob Kostich, presidente da Activision, afirmou que a meta é criar o “melhor jogo de Halo de todos os tempos”, mantendo a essência que conquistou os fãs. A empresa já começou a montar uma equipe especializada para o projeto, com foco em talentos e capacidades únicas.

Apesar de uma pequena equipe permanecer para dar suporte aos jogos em operação, a transição marca o fim de um ciclo. A Halo Studios, que foi reestruturada em 2024 com promessa de maior liberdade criativa, não teve tempo para provar seu potencial.

Esse cenário reflete uma tendência preocupante no mercado de jogos ocidentais: estúdios são criados, lançam um jogo, e são desativados logo em seguida, mesmo com sucesso financeiro. Ano passado, isso aconteceu com os desenvolvedores de Battlefield 6, Destiny 2, Tomb Raider e outros, em um ano marcado por cortes massivos na indústria.

Analistas como Amir Satvat, criador do tracker de demissões da ASGC, destacam que o setor de jogos no Ocidente está enfrentando uma crise sem precedentes. Enquanto isso, a indústria japonesa se mantém mais resistente, por não ter se envolvido tanto com jogos de serviço contínuo ou grandes equipes de 500 pessoas.