Harvey Smith, criador e diretor de Dishonored, anunciou o lançamento de sua nova produtora, a Black Pony Immersive, com um objetivo bem definido: se afastar de pedidos para desenvolver jogos em gêneros que não ama.
O nome da empresa — que inclui a palavra "Immersive" — é um recado direto ao mercado: o estúdio vai se dedicar exclusivamente a títulos do gênero que dominou durante sua carreira, especialmente os jogos imersivos, inspirados nos clássicos de Arkane.
Segundo Smith, a decisão surgiu após anos de pressão para aceitar projetos fora do seu universo criativo. "Quando o Arkane era independente, muitas vezes pessoas vinham pedindo para trabalharmos em jogos de terceira pessoa, DLCs de ação ou até mesmo títulos que não nos interessavam", conta. "Nós sempre dizíamos não, mesmo com ofertas de dinheiro, porque sabíamos que não faríamos bem. E isso era um risco, mas também uma escolha estratégica.
O sucesso do Arkane com títulos como Dishonored e Prey só veio porque a equipe se manteve fiel ao que sabia fazer. "Era um jogo que acreditávamos ser bom, mesmo que não fosse o mais lucrativo no curto prazo", lembra Smith.
Apesar do sucesso, o estúdio enfrentou desafios com Redfall, um jogo multiplayer de vampiros que acabou não se concretizando. "Não deveríamos ter entrado nesse caminho. Jogos como serviço não são o nosso forte", reconhece.
Com a experiência, Smith e o co-fundador Ben Horne, ex-arkane, querem evitar o mesmo erro. A Black Pony Immersive será um estúdio independente com foco claro: criar jogos que amam, sem tentar seguir tendências. "Especializar-se no que se ama não é um caminho ruim", afirma. "É uma forma de se manter autêntico e, quem sabe, mais sustentável a longo prazo.