Harvey Smith, ex-diretor criativo de Redfall e agora CEO da Black Pony Immersive, afirmou que o Arkane nunca deveria ter se envolvido com um jogo no modelo "games as a service". A declaração foi feita em entrevista ao PC Gamer, meses após Smith deixar o estúdio e fundar sua nova empresa.

Redfall, o jogo em questão, foi um dos maiores fracassos da história recente da Arkane. Um título de tiro em mundo aberto com temática de vampiros, desenvolvido por uma equipe conhecida por títulos como Dishonored e Prey, acabou mal recebido pela crítica e pelo público. Um ano após o lançamento, a Microsoft encerrou o estúdio de Austin, resultando na demissão de quase 100 funcionários.

Apesar do fechamento, a equipe retornou brevemente para finalizar a atualização 1.4, que foi lançada após o encerramento do projeto. Smith reconhece que houve momentos positivos no jogo, especialmente na conclusão da história, que ele atribui ao co-diretor Ricardo Bare. "Havia destaque, e quem jogar a versão totalmente atualizada, a 1.4, pode se conectar com algo", disse ele.

Ben Horne, produtor executivo da Black Pony e ex-desenvolvedor de Redfall, também comentou sobre os problemas do jogo. Entre eles, o preço de R$ 399 no Brasil (US$ 70) e a ausência de modo de desempenho no Xbox Series X/S no lançamento. A equipe havia adiado a opção por preocupação com estabilidade de framerate, o que gerou críticas acirradas.

Smith destacou que o maior problema foi o desalinhamento entre a expertise do time e o que o jogo exigia. "Eram especialistas em simulações imersivas trabalhando em um shooter multiplayer com modelo contínuo. Era um desafio naturalmente difícil". Agora, com a Black Pony Immersive, o foco está em retornar ao que realmente ama: jogos de simulação imersiva.

A nova empresa ainda não revelou seu primeiro título, mas é quase certo que será um jogo do gênero que tornou o Arkane famoso — com profundidade narrativa, escolhas significativas e mundos interativos.