A situação em Hollywood já é complicada, mas a fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery pode agravar ainda mais o cenário. Segundo o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, essa consolidação resulta em menos oportunidades para histórias importantes serem contadas e em menos diversidade de perspectivas para o público.
O processo, apoiado por 11 estados dos EUA, argumenta que a união criaria um "gigante da mídia", concentrando o controle de mais de 85% dos filmes teatrais em apenas quatro empresas. Paramount e Disney, por exemplo, dominariam quase 60% da televisão a cabo básica no país.
O impacto dessa fusão na indústria de jogos também é um ponto de preocupação. A WB Games já foi considerada uma parte insignificante do acordo, o que levanta dúvidas sobre como isso afetaria os jogos no futuro.
Os advogados da Paramount defendem que a fusão é "pro-competitiva", apesar das demissões em massa que a empresa já realizou. A situação é ainda mais crítica com o histórico da família Ellison, que já possui influência significativa na mídia e na política.
A possibilidade de que a fusão seja bloqueada pelos reguladores é uma esperança para evitar que a indústria cinematográfica siga o mesmo caminho problemático que a de games. Se nada for feito, o novo conglomerado pode enfrentar uma dívida de $80 bilhões, resultando em cortes drásticos de custos.


