Blake, um homem diagnosticado com uma forma rara de esclerose lateral amiotrófica (ELA), está enfrentando o tempo com um objetivo claro: completar a remasterização de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, que chega ao Nintendo Switch 2 em 5 de novembro de 2026.
Em uma publicação nos fóruns do Reddit sobre Nintendo Switch e Switch 2, ele revelou que, apesar de ter tentado o jogo original no Nintendo 64 décadas atrás, nunca conseguiu terminá-lo. Agora, com apenas cerca de um ano de vida restante, ele quer que esse seja o primeiro jogo que realmente complete na vida.
Seu relato gerou uma onda de apoio na comunidade de jogos. Muitos fãs se ofereceram para comprar o jogo para ele, mostrando o poder das histórias humanas por trás dos games.
Blake, que trabalha como arquiteto de software e é apaixonado por impressão 3D — especialmente para adaptar cadeiras de rodas — começou a jogar nos anos 80 com o Apple II e o jogo Prince of Persia. Mais tarde, se envolveu com consoles, especialmente o N64, onde se destacou em títulos competitivos como GoldenEye 007 e NFL Blitz.
Apesar do sucesso de Ocarina of Time, ele não se conectou com o jogo na época. Foi só nos anos 2000, ao descobrir os MMOs como Dark Age of Camelot, que ele se entregou completamente aos games — com mais de 11 mil horas jogadas. Hoje, ainda mantém contato com amigos feitos naquele universo.
Recentemente, ele passou 9 mil horas em Destiny, um título que, segundo ele, é tão presente em sua vida quanto foi em outras épocas. Para Blake, jogos hoje são um alívio mental e uma forma de se conectar com sua filha, que nasceu por meio de doação de esperma para evitar riscos genéticos da ELA.
Seu desejo de finalizar a remasterização de Ocarina of Time não é apenas sobre conquista — é sobre significado. Um ato simbólico de completar algo que deixou de lado há décadas, com o tempo que lhe resta.