Um estudo realizado em abril de 2026 revelou que modelos de linguagem de última geração, como Claude e Gemini, apresentam uma tendência significativa em destacar a cultura japonesa quando questionados sobre temas culturais. Essa pesquisa foi conduzida por pesquisadores da Universidade do País Basco e da Universidade de Cardiff, com o intuito de avaliar os preconceitos culturais e regionais desses modelos.

Os pesquisadores elaboraram um conjunto de 31.680 perguntas abertas e culturalmente relevantes, abrangendo 24 idiomas e 66 subtemas culturais. As perguntas abordavam tópicos como crenças, sociedade, educação e tradições, sem mencionar diretamente países específicos.

Após a análise de oito modelos, incluindo ChatGPT e Meta Llama, a maioria deles preferiu fazer referências ao Japão, mesmo quando a pergunta não estava relacionada a esse país. Essa preferência se destacou em sete dos onze tópicos culturais analisados.

Os resultados indicam uma representação regional desigual nas respostas dos modelos, com um forte foco em um pequeno número de regiões dominantes, principalmente Japão e Estados Unidos. Além disso, o estudo observou que a afinidade cultural dos modelos tende a aumentar após ajustes de treinamento, reforçando a homogeneização das perspectivas culturais.

Os pesquisadores ressaltam que essa concentração nas culturas dominantes pode ter implicações significativas para a aplicação desses modelos em contextos globais, onde a diversidade cultural é essencial.