Um recente jailbreak no PS5 abriu caminho para que desenvolvedores da comunidade instalem emuladores robustos de consoles clássicos diretamente na nova máquina da Sony. O resultado? É possível agora jogar títulos de PS2 e PS3 em um PS5 comum — apenas sem a autorização da fabricante.

Um dos projetos mais notáveis é o PS5SX2, um port do emulador PCSX2 para PC, que permite rodar jogos de PS2 diretamente do disco no PS5. O teste feito pelo MVG mostra que há algum travamento ao executar os jogos diretamente do disco, mas a experiência melhora bastante quando os títulos são instalados no disco rígido do console.

Outro projeto similar, o RPCS3-5, traz o emulador RPCS3 para PS5, permitindo rodar PS3 com discos originais. Apesar das limitações técnicas — especialmente em jogos mais pesados — é um avanço considerável, já que o PS3 é um dos mais difíceis de emular, mesmo em PCs de alta performance.

Antes desse jailbreak, era possível jogar PS2 em PS5, mas com soluções limitadas: cada jogo precisava ser compactado com uma versão modificada do emulador oficial da Sony. Agora, basta colocar o disco no drive e começar a jogar, como em um sistema compatível por padrão.

É possível também rodar PS1 em PS5, mas com uma restrição: o drive do PS5 só lê DVDs e Blu-rays, sem laser para CDs. Por isso, discos de PS1 não funcionam diretamente. A solução? Um leitor USB de disco barato e fácil de encontrar no mercado brasileiro — basta conectá-lo ao PS5 para ter acesso a todos os jogos da geração anterior.

Isso levanta uma pergunta óbvia: por que a Sony não incluiu compatibilidade reversa com PS2 e PS3 desde o lançamento? O hardware já suporta os formatos, e a empresa já desenvolveu um emulador interno para rodar alguns títulos da loja digital. A suspeita é que a decisão tenha sido estratégica: manter os jogos clássicos restritos ao PS Plus e ao catálogo digital, fortalecendo o modelo de assinatura.

Com o fim dos discos físicos na PlayStation, analistas acreditam que a Sony busca controle total sobre o mercado digital. Jogos antigos que estão em mercados de segunda mão — como PS1, PS2 e PS3 — não geram lucro direto para a empresa, o que pode explicar a falta de suporte oficial.