Provavelmente o jogo mais surpreendente do momento é Probably Stolen, uma simulação de lojista em um futuro distópico que está prestes a chegar ao mercado. Segundo o jornalista Christopher Livingston, do PC Gamer, o demo já é capaz de prender o jogador por mais de duas horas seguidas — e o autor já está voltando para mais.

No jogo, você gerencia uma pequena loja em uma estação espacial pós-apocalíptica, vendendo de tudo: carne de rato, água purificada, armas e drogas contrabandeadas, bens roubados e suprimentos domésticos. A cada decisão conta: denunciar um cliente procurado pode render recompensas, mas também pode alinhar você com o sistema opressor, enquanto o apoio à resistência pode trazer riscos.

Os jogadores podem melhorar a loja com gadgets, lidar com invasões da segurança ou roubos, e se envolver em uma guerra de classes que afeta o mercado. O jogo traz elementos de Papers, Please, onde suas escolhas têm consequências, e toca em atmosferas de Dredd, com clientes vindo de níveis sociais extremamente distintos.

Há também um toque de Strange Horticulture, com um microscópio para identificar itens falsificados e avaliar seu valor. A mecânica lembra a detecção de plantas raras em outro jogo de simulação, mas aqui é aplicada a objetos de um mundo cyberpunk.

Outras referências incluem Fallout, com a necessidade de reciclar materiais, purificar água e caçar ratos; e Recettear, com negociações, flutuações de preços e a necessidade de se adaptar rapidamente ao mercado. Tudo isso, mesmo em uma estação espacial, cria uma sensação de sobrevivência em um mundo pós-apocalíptico.

Apesar de ser um jogo de simulação aparentemente simples, Probably Stolen promete ser uma das experiências mais ricas do gênero em 2026. O lançamento está previsto para o próximo mês, e o demo já é suficiente para deixar o jogador ansioso por mais.